MANEJO E CONTROLE DE TIRIRICA
EMBRAPA EPAMIG CODEVASF JAÍBA
A tiririca, uma das principais plantas
daninhas, possui um conjunto de bulbos, rizomas e tubérculos subterrâneos, interligados
em forma de corrente, de onde surgem as folhas e as hastes florais. Os tubérculos são
produzidos nos rizomas e, quando brotam, uma ou mais gemas começam a crescer, produzindo
novas plantas com mais tubérculos, garantindo a reprodução e a disseminação da
tiririca.
A maior parte dos tubérculos (80%) é
formada nos primeiros 20 centímetros de profundidade do solo e pode ficar dormente por
longos períodos de tempo, sendo que quanto maior for a profundidade em que estiverem os
tubérculos, maior será o seu tempo de sobrevivência no solo.
A tiririca está presente no mundo
todo, principalmente em países tropicais e subtropicais, onde encontra condições ideais
para o seu desenvolvimento.
A tiririca se dissemina através de:
- aplicação de matéria orgânica contaminada;
- máquinas e implementos agrícolas com tubérculos aderidos.
- mudas contaminadas;
- touceiras de grama;
- enxurradas, sulcos e canais de irrigação.
A tiririca reduz a produção agrícola em
40 por cento, em média, podendo chegar a 90 por cento, no caso de hortaliças.
As técnicas de manejo da tiririca
baseiam-se na inibição da formação de novos tubérculos e/ou da brotação destes, e
podem ser: prevenção, controle e erradicação.
- Prevenção: A prevenção consiste em evitar-se a
introdução de plantas ou qualquer propágulo de tiririca em áreas não infestadas,
exercendo-se um rígido controle de qualidade das sementes certificadas.
- Controle: Esta técnica, que deve ser contínua, é
composta pelas seguintes fases: diagnose do problema, avaliação da adequabilidade e
seleção dos métodos disponíveis e específicos ao problema e execução do controle
propriamente dito.
- Método mecânico: consiste na eliminação
temporária da tiririca, através do preparo do solo, da capina e de cultivo de espécies
antagônicas. São necessários pelo menos dois anos de cultivos quinzenais para reduzir a
população da erva daninha aos níveis satisfatórios para o manejo, e ao final do ciclo
da cultura, deve-se efetuar a aplicação de herbicidas nas áreas que apresentarem
plantas remanescentes de tiririca.
- Método químico: é considerado um dos mais
eficientes métodos de controle, embora vários herbicidas de diferentes grupos químicos
tenham apresentado resultados insatisfatórios no controle da planta, devido
principalmente à baixa taxa de absorção e translocação dos produtos. Os herbicidas
pré-emergência devem ser seletivos para as culturas, como por exemplo o EPTC, o alaclor
e o metolachlor. Os herbicidas de pós-emergência, como o 2,4 D; e os dessecantes, como o
Glyphosate; devem ser aplicados nas primeiras semanas após a emergência da tiririca.
- Erradicação: Esta técnica visa à eliminação de
todas as partes da plantas daninha da área, incluindo a destruição de sementes,
rizomas, raízes tuberosas e tubérculos. Utiliza-se esta técnica em pequenas áreas.
Equipe Técnica:
Welington
Pereira, Embrapa Hortaliças
Dejoel de Barros Lima, Embrapa Hortliças
Túlio Gonçalves de Melo, Embrapa Hortaliças
Angelo Giovani Rodrigues, FEMO/EPAMIG

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Abastecimento
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