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Embrapa
Hortaliças leva alho
semente livre de vírus
a produtores da Bahia
Pesquisadores da Embrapa Hortaliças
estudam, desde 1994, um meio
de produzir e levar ao agricultor
sementes de alho de alta qualidade
e livres de vírus. O
trabalho passa por uma primeira
fase de testes de campo com
pequenos produtores da cidade
baiana de Cristópolis,
com expectativa de aumento de
até três vezes
na produtividade das culturas
familiares locais.
Com uma produção
anual de cerca de 85 mil toneladas,
o alho plantado no Brasil pode
ser dividido em duas categorias
distintas: aquele obtido em
grande propriedades, conhecido
como alho nobre, com dentes
grandes e produtividade de até
15 toneladas por hectare, e
aquele cultivado com pouca ou
nenhuma técnica, de pequeno
porte e produtividade média
abaixo de 4 toneladas por hectare.
Tamanha diferença entre
esses dois produtos é
fruto de fatores ligados à
qualidade das sementes e à
tecnologia de produção.
A cultura de alho sofre muito
com a ocorrência de vírus,
que atacam a plantação
e provocam grandes perdas. Essas
doenças são transmitidas
principalmente pelo pulgão
ou por bulbilhos doentes da
lavoura anterior, guardados
para o plantio no ano seguinte.
O objetivo do estudo da Embrapa
Hortaliças nessa etapa
é interromper esse ciclo
contínuo de perdas e
proporcionar ao pequeno produtor
condições de disputar
uma fatia do mercado mais exigente,
dominado por produtores tecnificados.
O trabalho para a obtenção
do alho semente de alta qualidade
fitossanitária e fisiológica
deve ser realizado na propriedade
do agricultor, que em quatro
anos poderá substituir
toda sua semente tradicional.
O sistema começa na seleção
de bulbilhos (os dentes de alho)
sadios que são produzidas
nos laboratórios da Embrapa
em condições controladas.
Quando a planta torna-se mais
vigorosa, ela é levada
para um telado à prova
de pulgões e, em seguida,
os bulbilhos são plantados
no campo.
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