Ruy
R. Fontes
Cláudia S. da C. Ribeiro |
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A quantidade
de adubo a ser aplicada é
determinada com base na análise
química do solo e nos
boletins-aproximação
de cada região. Como
na maioria destes boletins não
existem recomendações
para a cultura da pimenta, utiliza-se
a recomendação
feita para o pimentão.
Aplicar calcário para
elevar a saturação
de bases a 80% e o teor mínimo
de magnésio a 8 mmol/dm3.
Em situações onde
é muito difícil
fazer a análise química
do solo, existem algumas aproximações
que auxiliam o produtor quanto
às quantidades e tipos
de adubos a serem utilizados.
Porém, o produtor terá
maiores chances de acerto fazendo
a análise química
anual de solo 2-3 meses antes
da calagem. A quantidade de
fertilizantes indicada deverá
ser distribuída uniformemente
no sulco ou no canteiro, revolvendo
bem o solo a uma profundidade
de aproximadamente 30 centímetros
para que ocorra uma boa incorporação.
Nos latossolos da região
do Distrito Federal adota-se
a recomendação
de adubação de
plantio de P e K apresentada
na Tabela 1. A adubação
nitrogenada deve ser feita na
base de 150 kg/ha de N. A adubação
orgânica usada neste tipo
de solo deve ser na razão
de 30 t/ha de esterco de curral
ou 10 t/ha de esterco de galinha.
Além de NPK, fontes de
B e Zn devem ser aplicadas no
solo antes do plantio na base
de 15-20 kg/ha.
No Estado de São Paulo,
recomenda-se a adubação
mineral e calagem publicada
no Boletim Técnico 100
do Instituto Agronômico
de Campinas. Os fertilizantes
devem ser aplicados 10 dias
antes do transplante das mudas,
no sulco de plantio, em quantidades
de acordo com a análise
do solo e as recomendações
descritas na Tabela 2. Na adubação
orgânica utiliza-se 10
a 20 t/ha de esterco de curral
curtido, ou 1/4 dessas quantidades
de esterco de galinha curtido.
Acrescentar à adubação
de plantio 1 kg/ha de B e de
10 a 30 kg/ha de S.
A EPAMIG, por meio do Boletim
Técnico nº 56, recomenda
para a cultura da pimenta, doses
de 20 t/ha de esterco de curral
ou 5 t/ha de esterco de galinha
por metro de sulco. Em seguida,
aplicar também ao longo
do sulco o adubo químico
(de acordo com a Tabela 3) e
misturar tanto o esterco como
o adubo com a terra por meio
de duas passadas de cultivador
no fundo do sulco.
Até a fase de florescimento,
as adubações de
cobertura são feitas
com adubo nitrogenado e durante
a frutificação
com uma mistura de adubo nitrogenado
com potássico, em intervalos
de 30-45 dias. No caso das pimentas,
em que a colheita pode prolongar-se
por mais de um ano, as adubações
de cobertura devem ser feitas
até o final do ciclo
com base em observações
no crescimento ou aparecimento
de sintomas de deficiências
nutricionais. Normalmente utiliza-se
20-50 kg/ha de N e 20-50 kg/ha
de K2O.
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| Tabela 1. Recomendação
de adubação com
P2O5 e K2O para a cultura do pimentão
na região do Distrito Federal,
baseada na análise química
do solo. |
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| Níveis
no solo (ppm)
|
Dosagem
(kg/ha) |
| P |
K |
P2O5
|
K2O |
| 0-10
|
0-50 |
400-600 |
150-200 |
| 11-30
|
51-100 |
200-400 |
100-150 |
| 31-50
|
101-150
|
100-200
|
50-100
|
| +50 |
+150 |
50 |
- |
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| Tabela 2. Recomendação
de adubação mineral
para a cultura da pimenta no Estado
de São Paulo, baseada na
análise química
do solo. |
| |
|
Nitrogênio |
P
resina, mg/dm3
|
K+
trocável, mmolc/dm3 |
Zn,
md/dm3 |
|
0-25
26-60 >60
|
0-1,5
1,6-3,0 >3,0 |
0,6
>0,6 |
| N,
kg/ha
|
P2O5,
kg/ha |
K2O,
kg/ha |
Zn,
kg/ha |
| 40
|
600
320 160 |
180
120 60 |
30 |
|
| |
| Tabela 3. Recomendação
de adubação mineral
para a cultura da pimenta no Estado
de Minas Gerais, baseada na análise
química do solo. |
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|
Teor
no solo de
|
Dosagem
(kg/ha) |
|
P
ou K |
P2O5 |
K2O
|
N |
Baixo
|
300 |
240 |
60 |
Médio |
240 |
180 |
60 |
Alto
|
180 |
120 |
60 |
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