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Composição
e uso |
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A batata-doce
é um alimento energético
(Quadro 5). Ao ser colhida,
apresenta cerca de 30% de matéria
seca que contém em média
85% de carboidratos, cujo componente
principal é o amido.
Comparada com outras estruturas
vegetais amiláceas, possui
maior teor de matéria
seca, carboidratos, lipídios,
cálcio e fibras que a
batata, mais carboidratos e
lipídios que o Inhame
e mais proteína que a
mandioca.
Durante o armazenamento, parte
do amido se converte em açucares
solúveis, atingindo de
13,4 a 29,2% de amido e de 4,8
a 7,8 % de açucares totais
redutores (Miranda et al, 1995).
Aliado ao suprimento de vitaminas,
principalmente as do grupo A
e B (Quadro 6), torna-se um
importante complemento alimentar
para famílias de baixa
renda, quando se compara com
a composição do
arroz, que é a base alimentar
dessa classe social. |
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| Quadro
5. Composição
média de 100 g de matéria
fresca de batata-doce, mandioca
e batata e inhame. |
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Quantidade |
Componente |
Unidade |
Batata-doce
|
Mandioca |
Batata
|
Inhame |
| Umidade |
% |
70 |
63 |
78 |
72 |
Carboidratos
totais
|
g |
26,1 |
32,4 |
18,5 |
23,1 |
Proteína
|
g |
1,5 |
1,0 |
2,1 |
1,7 |
Lipídios
|
g |
0,3 |
0,3 |
0,1 |
0,2 |
Cálcio
|
mg |
32 |
39 |
9 |
35 |
Fósforo
|
mg |
39 |
41 |
50 |
65 |
Ferro
|
mg |
0,7 |
1,1 |
0,8 |
1,2 |
Fibras
digeríveis
|
g |
3,9 |
4,4 |
2,1 |
4,0 |
Energia
|
kcal |
111 |
141 |
80 |
103 |
|
| |
| Fonte: Woolfe,
1992 |
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| Quadro
6. Composição
química de 100 gramas de
raiz de batata-doce crua. |
| |
|
Componente |
Quantidade |
Água
|
72,8
(g) |
Calorias
|
102 |
Fibras
digeríveis
|
1,1
(g) |
Potássio
|
295
(mg) |
Sódio
|
43
(mg) |
Magnésio
|
10
(mg) |
Manganês
|
0,35
(mg) |
Zinco
|
0,28
(mg) |
Cobre
|
0,2
(mg) |
Vitamina
A – retinol
|
300
(mg) |
Vitamina
B – tiamina
|
96
(mg) |
Vitamina
B2 – riboflavina
|
55
(mg) |
Vitamina
C – ácido ascórbico
|
30
(mg) |
Vitamina
B5 – niacina
|
0,5
(mg) |
|
| |
| Fonte: Luengo
et al, 2000 |
| |
| A batata-doce é consumida
de diversas formas. A mais tradicional
é cozida, consumida com
ou sem uso de temperos, substituindo
o pão e outros alimentos
no café da manhã.
A batata cozida pode ainda ser
fatiada e fritada ou simplesmente
picada e adicionada à salada
ou ainda servida à parte,
com ou sem temperos. A batata
cozida e amassada é utilizada
na confecção de
doces e salgados tais como: purê,
pastel, torta salgada, bala, bolo,
pudim, torta doce, doce glaceado
e vários outros produtos,
como ingrediente principal ou
como substituto parcial da farinha
de trigo.
Para acelerar o cozimento,
deve-se cortar a batata em pedaços.
Caso a raiz tenha casca de cor
roxa, deve-se descascá-la
antes do cozimento, para evitar
que o corante natural da casca
cause escurecimento da polpa.
Outra forma de preparo consiste
em fritar em pedaços
do tipo rodelas ou palitos.
Neste caso, a temperatura de
fritura não deve ser
muito elevada, para que ocorra
inicialmente o cozimento e para
evitar a caramelização
das fatias. Uma opção
de processamento consiste no
congelamento de palitos semi-cozidos.
À semelhança
do que se faz com mandioca,
a batata-doce pode ser transformada
em amido ou farinha, utilizando
praticamente o mesmo processamento
e com a mesma destinação.
Na indústria de alimentos,
a principal utilização
da batata-doce é na fabricação
de doce em pasta ou cristalizado,
confeccionados basicamente com
polpa de batata-doce, açúcar
e geleificante. Entretanto a
indústria de doces não
é uma grande consumidora
do produto, pois com um quilograma
de polpa se produz dois quilogramas
de doce, e portanto a produção
em um hectare da cultura pode
ser transformada em cerca de
quarenta toneladas de doce.
Outro destino da produção
é a alimentação
animal. Tanto as ramas quanto
as raízes podem ser fornecidas
frescas, principalmente para
os animais ruminantes, mas as
folhas e brotos são também
consumidas por aves e peixes.
Como é um alimento apetitoso
que contém o inibidor
de digestão, quando fornecido
à vontade pela primeira
vez, pode causar congestão
intestinal. A raspa, constituída
de raízes picadas e secas,
é um excelente complemento
alimentar energético
que pode ser adicionado à
ração de animais,
tanto de ruminantes como não
ruminantes. A grande limitação
para este tipo de utilização
é o alto teor de umidade
contido nas batatas frescas
(70%) o que pode tornar antieconômica
a secagem artificial.
Outro destino pode ser a produção
de álcool, que não
é comum no Brasil, uma
vez que temos outras fontes
mais econômicas de matéria
prima. |
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