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 A Embrapa Hortaliças
 
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Mandioquinha-salsa Amarela de Senador Amaral
Colheu, vendeu
   

Características
Cor da raiz: Amarela intensa
Arquitetura da planta: Ereta
Comprimento médio das raízes: 15 cm a 20 cm
Reentrâncias ao longo do comprimento das raízes: Poucas
Formato das raízes: Retilíneo com ponta oblonga
Número médio de raízes comerciais/planta: 5 a 7
Produtividade média: Superior a 25 t/ha
Início da colheita: A partir de 8 meses
Processamento como fritas (chips): Não adequado
Áreas recomendadas para cultivo: MG; PR; SC; RJ; SP e ES, em áreas tradicionais
Cor da folha: Verde escura
Cor da nervura: Verde
Cor da inserção do folíolo: Verde
Cilindro central (xilema): Amarelo, pouco saliente
Altura da planta: Mediana
Cerosidade do pecíolo: Presente
Cor da base do pecíolo: Violeta avermelhada
Cor do pecíolo: Violeta Marrom (até quase a inserção da folha)
Resistência a nematóides: Moderada

Foto: Marcos R. Esteves
 
 

Origem
Amarela de Senador Amaral é uma cultivar de mandioquinha-salsa desenvolvida através de seleção de clones originários de sementes botânicas coletadas no sul de Minas Gerais, oriundas do material tradicionalmente cultivado.
Amarela de Senador Amaral vem sendo avaliada e caracterizada desde 1993 pela Embrapa Hortaliças, por produtores rurais e Instituições de Pesquisa e Extensão rural de diversos Estados brasileiros.

 

Vantagens
Dentre as vantagens observadas em relação ao material tradicionalmente cultivado no país, destacam-se: a alta produtividade de raízes comerciais (superior a 25 t/ha), com qualidade superior; a coloração de polpa amarela intensa; a precocidade de colheita e arquitetura de planta ereta, mantendo-se as características peculiares do material tradicionalmente cultivado, como o aroma típico e o sabor adocicado.

 

Recomendações gerais para o cultivo da mandioquinha-salsa
O solo deve ser preparado por meio de aração e gradagem, seguidas pelo plantio em leiras, em nível, para maior facilidade de colheita, o que constitui também uma excelente prática conservacionista. A adubação de plantio deve ser realizada em função da análise do solo, sendo recomendado apenas o uso de fontes de fósforo, potássio, zinco e boro. O plantio desta hortaliça deve ser realizado por mudas previamente enraizadas. Para tal, os filhotes são destacados de touceiras de plantas sadias, que ainda não perderam a folhagem, com no máximo 10 meses de idade, e cortados em bisel simples, por lâmina fina e bem afiada. O ideal é utilizar uma área de plantio destinada unicamente à produção de mudas, independente da área de produção comercial. Com o pré-enraizamento, é possível selecionar mudas mais vigorosas para a instalação da lavoura comercial. Em cobertura, 30 dias após o transplante das mudas, aplicar de 50 kg a 60 kg de N por hectare. A cultura deve ser irrigada durante o período de estiagem e mantida livre de plantas daninhas até a total cobertura do solo. Demais tratos culturais podem ser encontrados na Instrução Técnica n° 10, no livro Manejo Cultural da Mandioquinha-Salsa ou na fita de vídeo da Embrapa Hortaliças, e seu plantio pode ser efetuado em qualquer época do ano, em áreas de cultivo tradicional.

 

Mudas da cultivar
Os pedidos devem ser feitos por meio do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) da Unidade.

 

Desenvolvimento da cultivar
Fausto Francisco dos Santos - ex-pesquisador da Embrapa Hortaliças

 

Validação e difusão da cultivar

Pesquisadores
Ana Cristina P. P. de Carvalho - Pesagro-Rio
Antonio Williams Moita - Embrapa Hortaliças
Carlos Alberto Lopes - Embrapa Hortaliças
Carlos Alberto Simões do Carmo - EMCAPA
Carlos Alberto Scotti - Fundação IAPAR
Dejoel de Barros Lima - Embrapa Hortaliças
Gilmar Paulo Henz - Embrapa Hortaliças
João Maria Charchar - Embrapa Hortaliças
José Octávio de Lima Muniz - EPACE
Leonardo de Britto Giordano - Embrapa Hortaliças
Marco Antônio Almeida Leal - Pesagro-Rio
N. Dessaune Filho - EMCAPA
Sieglinde Brune - Embrapa Hortaliças
Silvana Catarina S. Bueno - NPM-CATI
Vinicius Vitoi Silva - Pesagro-Rio

Extensionistas

Alessandra Goulart Carvalho - CASA DA AGRICULTURA
Carlos Rogério de Souza - EMATER-MG
Gerson Luiz Gessner - EPAGRI
Iniberto Hammerschmidt - EMATER-PR
Luis Gomes Correa - EMATER-MG
Laércio de Júlio - EMATER-DF
Raul Maria Cássia - EMATER-MG
Roberto Beppler Neto - EPAGRI

Engenheiros Agrônomos
Geraldo Paulino
José Daniel R. Ribeiro

Produtores
Alcino Pereira da Silva - Minas Gerais
Álvaro Luis Bizzoni - Minas Gerais
José Carlos da Silva - SBS
José Dimas de Barros - SBS
José Rubens Altoé - Distrito Federal
Marto Silva de Andrade - Minas Gerais
Paulo Schell - Santa Catarina
Vitor M.Targa - Espírito Santo

Janeiro 2003