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Ferramentas Pessoais

Pesquisa e Desenvolvimento

Melhoramento/Cultivares:

 Expandir/contrair tabela Alface

Cultivares de alface para agricultura orgânica

Francisco Vilela Resende
Dr. em Fitotecnia
Pesquisador – Embrapa Hortaliças

Com o avanço dos trabalhos de melhoramento no país foi possível o desenvolvimento de cultivares adaptadas ao calor e resistentes ao pendoamento precoce. Atualmente, é possível, a partir da escolha da cultivar adequada para cada época, colher alface de boa qualidade o ano todo, também em sistema orgânico de produção. Para cultivos em sistemas orgânicos deve-se escolher cultivares mais adaptadas às condições locais, rústicas, que possuam sistema radicular bem desenvolvido e com boa capacidade de exploração do solo e ainda maior nível de resistência ou tolerância a pragas e doenças. Em trabalhos realizados na Embrapa Hortaliças, foram avaliadas cultivares de alface dos três grupos, americana, crespa e lisa, em sistema orgânico de produção. Nos ensaios foram avaliadas cultivares de alface atuais e também resgatados materiais mais antigos, com intuito de verificar se realmente adaptam-se melhor ao cultivo orgânico. Dentre as cultivares do tipo americana, em termos de produtividade, destacaram-se a Robinson, Laurel e Madona AG.60, do tipo crespa apresentaram melhor desempenho a Simpson, Mônica e Grand Rapids e do grupo Lisa tiveram destaque a Regina, Babá de verão e a Aurélia.


Cultivares tipo alface americana:

Cultivar Robinson     Cultivar Laurel

Cultivares tipo alface crespa:

Cultivar Grand Rapids     Cultivar Mônica

Cultivares tipo alface lisa:

Cultivar Regina     Cultivar Aurélia

 Expandir/contrair tabela Alho

Cultivares de hortaliças para agricultura orgânica

Francisco Vilela Resende
Dr. em Fitotecnia
Pesquisador - Embrapa Hortaliças

Os trabalhos iniciais com a cultura do alho em sistema orgânico tem sido direcionados para identificação de cultivares adaptados, dentre os desenvolvidos para os sistemas de produção convencionais. Ensaios exploratórios foram feitos na coleção de germoplasma de alho da Embrapa Hortaliças com objetivos avaliar as características agronômicas de cultivares de alho comum e nobre em cultivo orgânico nas condições do Cerrado. Foram avaliadas cultivares que se adaptam as condições climáticas das regiões centrais do Brasil (alho comum), sem necessidade de vernalização tais como Amarante, Gigante Lavínia, Gigante Roxão, Gravata, Chinês Real, Chinês São Joaquim, Hozan, Caturra, Cateto Roxo, Gigante Roxo, Peruano, Gigante do Núcleo. As maiores produções de bulbos foram obtidas com as cultivares Gravata (10,72 t/ha) seguida por Cateto Roxo (6,66 t/ha) e Chinês Real (5,95 t/ha). Da mesmas forma, foi feito com cultivares adapatadas ao sul do Brasil tais como Chonan, Caçador, Quitéria, Jonas, Chinesão, Blanco Galego, Ito, San Valentin, Bergamota, REBJ-13 e Roxo Caxiense. Os bulbos de todas as cultivares foram vernalizados por 50 dias antes do plantio à 4°C, visando adaptação às condições climáticas locais. As maiores produções de bulbos foram obtidas com as cultivares San Valentin (9,81 t/ha) e Chonan (9,00 t/ha) seguidas por Caçador (8,22 t/ha) e Bergamota (8,11 t/ha).


Cultivares de alho nobre:

Cultivar San Valentino     Cultivar Chonan
Cultivar Caçador     Cultivar Bergamota

Cultivares de alho comum:

Cultivar Gravatá     Cultivar Caturra     Cultivar Chinês Real

Fotos: Acervo Embrapa Hortaliças

 Expandir/contrair tabela Cebola

Melhoramento genético e seleção de cultivares de cebola para sistemas orgânicos de produção

Valter Rodrigues Oliveira
Dr. em Melhoramento de plantas
Pesquisador - Embrapa Hortaliças

São dois os objetivos das ações de pesquisa com cebola em sistemas orgânicos de produção na Embrapa Hortaliças: 1. Identificação e recomendação de cultivares de cebola para sistemas orgânicos e; 2. Melhoramento genético de cebola em sistemas agroecológicos. Para atendimento ao primeiro objetivo, estão sendo avaliadas 24 cultivares tradicionais de cebola de polinização aberta escolhidas por apresentarem características vantajosas para o cultivo orgânico, especialmente rusticidade e resistência aos fungos Colletrotrichum gloeosporioides e Alternaria porri, e resistência ao Thripes tabaci. Para atendimento ao segundo objetivo, seleção recorrente fenotípica e com base em famílias meio-irmãs e/ou S1 estão sendo praticadas em populações de cebola do programa de melhoramento genético da Embrapa, em sistema agroecológico de produção. As atividades de seleção em população de verão está sendo realizada em parceria com a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), na Unidade de São Roque-SP.


Avaliação de população do programa de melhoramento em Mairinque - SP

 

Avaliaçã de populaçã do programa de melhoramento em Mairinque - SP

 

 

Detalhe das plantas do programa de melhoramento

Detalhe das plantas do programa de melhoramento

Fotos: Valter Rodrigues Oliveira

 Expandir/contrair tabela Cenoura

Melhoramento de cenoura para cultivos agroecológicos

Giovani Olegário da Silva
Jairo Vidal Vieira
Dr. em Melhoramento de Plantas
Pesquisadores - Embrapa Hortaliças

Não há registro na literatura mundial sobre resultados práticos de programas de melhoramento de cenoura para sistemas agroecológicos. No Brasil, aproximadamente 100%; da área de cenoura cultivada em sistemas agroecológicos, utiliza-se de sementes de cultivares desenvolvidas pela Embrapa Hortaliças para uso em sistemas de cultivo convencionais. Em decorrência deste fato, as atividades de pesquisa executadas no âmbito do seu programa de melhoramento, têm como principal componente a validação de novas populações de cenoura desenvolvidas para cultivo em sistemas convencionais, em diferentes tipos de sistemas agroecológicos da região do Distrito Federal. Adicionalmente, novas estratégias de melhoramento estão sendo analisadas, o que deverá propiciar a curto prazo, o desenvolvimento de novas cultivares de cenoura específicas para uso em sistemas agroecológicos.

Enquanto isso, cultivares como Brasília, Alvorada e Esplanada têm se adaptado a contento ao cultivo orgânico. Além das boas características para processamento, a cultivar Esplanada foi avaliada durante cinco ciclos de cultivo em sistema orgânico de produção, visando o consumo de mesa. A produtividade da Esplanada neste sistema chegou a 38 t/ha,. Em testes realizados com produtores orgânicos na região do Distrito Federal, a produtividade média alcançada foi de 28 t/ha.


Validação de populações de cenouras em cultivo orgânico

Validação de populações de cenouras em cultivo orgânico   Variações de Cenoura

Cultivar Esplanada

Fotos: Acervo Embrapa Hortali&ccecil;as

 Expandir/contrair tabela Pepino

Cultivo orgânico de pepino - cultivares

Francisco Vilela Resende Dr. em Fitotecnia
Pesquisador - Embrapa Hortaliças
José Flávio Lopes
Dr. em melhoramento de Plantas
Pesquisador - Embrapa Hortaliças

A coleção de germoplasma de pepino da Embrapa Hortaliças contem ampla diversidade de variedades com potencial de uso na agricultura orgânica. Essa diversidade tem sido importante para o desenvolvimento de novos materiais (cultivares) para o cultivo orgânico baseado em critérios de produtividade e sua adaptação ao local de cultivo, apresentando resistência/toleráncia à pragas e doenças, rusticidade e qualidade. Vários ensaios exploratórios estão sendo conduzidos no CNPH. O principal objetivo é o de atender às demandas dos produtores agroecológicos interessados em manter as próprias sementes com prioridade para cultivares de polinização aberta dos pepinos do tipo caipira e Aodai. Os trabalhos foram iniciados em 2004 e estão sendo conduzidos na Unidade de Pesquisa e Produção Orgânica de Hortaliças da Embrapa Hortaliças no Distrito Federal. Os técnicos estão empenhados em desenvover variedades com bom desempenho agronômico para as condições de cerrado.


Cultivo orgânico de Pepino na Embrapa Hortaliças

Fotos: Acervo Embrapa Hortaliças   Fotos: Acervo Embrapa Hortaliças Pepino Aodai/salada   Pepino Caipira

Fotos: Acervo Embrapa Hortaliças

 Expandir/contrair tabela Pimentão

Cultivares de pimentão para sistemas orgânicos de produção

Francisco Vilela Resende
Dr. em Fitotecnia
Pesquisador - Embrapa Hortaliças
Sabrina Isabel Costa Carvalho
Eng Agrônoma - Embrapa Hortaliças

A maioria das cultivares em uso por pelos produtores orgânicos de pimentão foram desenvolvidas para sistemas convencionais de produção. Desta forma é necessário encontrar alternativas para o cultivo orgânico, sendo que estas alternativas podem ser variedades não mais em uso comercialmente. Neste sentido, estão sendo realizados ensaios exploratórios com cultivares da coleção de germoplasma de pimentão da Embrapa Hortaliças e híbridos comerciais com intuito de avaliar e resgatar possíveis materiais com melhor adaptação ao cultivo orgânico que os materiais desenvolvidos para sistemas convencionais usados atualmente pelos agricultores orgânicos. Pretende-se ainda com estes ensaios fornecer subsídios para futuros programas de melhoramento com esta espécie direcionados para a agricultura orgânica. , Entre maio de 2005 e abril de 2006 foram realizados ensaios com as 25 cultivares listadas a seguir: Tico, Margareth, Agronômico 10G, Fiuco, Bell Boy, Keystone, All Big, Magda, Magna Super, Ambato e os híbridos Ruby e Magali-R, Avelar, Agro Sul Gigante, Margareth, Italiano, Casca Dura Ikeda, Casca Dura Gigante, Vyuco, Califórnia Wonder, Margareth Selecionado, Bruyo, Herpa, Fry King, Marconi, Apolo, Hércules, PCR e I 16.

Pôde-se observar que cultivares fora de uso comercial como Italiano, I-16, Fry King e Agrosul Gigante, Ambato, All Big e Magna Super juntamente com os híbridos Ruby e Magali-R mostrarm grande potencial para cultivo em sistemas orgânicos.


Cultivar Agrosul Gigante   Cultivar Italiano

Híbrido Magali - R   Cultivar Fry King

Fotos: Acervo Embrapa Hortaliças

 Expandir/contrair tabela Tomate

Cultivares e híbridos de tomate para a agricultura orgânica

Francisco Vilela Resende
Dr. em Fitotecnia
Pesquisador - Embrapa Hortaliças
Leonardo Silva Boiteux
Dr. em melhoramento de Plantas
Pesquisador - Embrapa Hortaliças

O cultivo do tomateiro em sistemas de produção agroecológicos, usando práticas de manejo orgânico tem sido um grande desafio para pesquisadores, técnicos e agricultores. O primeiro grande desafio a ser superado para obter sucesso com essa cultura em sistema orgânico é encontrar cultivares que atendam aos requisitos da produtividade, qualidade e rentabilidade. Para atender este segmento da agricultura, as cultivares devem apresentar rusticidade, resistência a pragas e doenças e capacidade de produção em condiçõ de uso de fertilizantes de baixa solubilidade. Neste sentido, as ações da Embrapa Hortaliças estão sendo direcionadas para avaliar aptidões, tanto de cultivares de hábito indeterminado quanto determinado para sistemas orgãnicos. Visando atender as diferentes escolas de pensamento da agroecologia, os trabalhos estão sendo realizados com cultivares de polinização aberta e híbridos comerciais ou em cultivares tradicionais em desuso, com prioridade para os materiais gerados pelo programa de melhoramento da Embrapa Hortaliças.

Tomate tutorado/mesa: Em condições experimentais alguns híbridos como Carmem, Gisele e Saladinha Plus, Duradoro HEM 11 e HEM 059 (dois híbridos experimentais do programa de melhoramento da Embrapa Hortaliças) mostram potencial de uso na agricultura orgânica. Nos experimentos, o híbrido HEM 059 obteve produtividade média de 68,66 ton/ha, Duradoro produziu com 55,13 ton/ha, HEM 011 com 54,25 ton/ha e Saladinha Plus com a média de 54,09 ton/ha.

Tomate rasteiro/processamento: O uso de cultivares de tomate de hábito determinado e dupla aptidão (para mesa e processamento) em cultivo orgânico é uma alternativa ao tomate indeterminado, pois são materiais de colheita concentrada facilitando o manejo de pragas e doenças. Pensando em consumo in natura, as cultivares Nemadoro e Caline IPA 6 mostraram boa aptidão para cultivo orgânico em função do maior peso médio de fruto. Em termos de produtividade cultivares como Tospodoro e os híbridos experimentais do programa de melhoramento da Embrapa Hortaliças HEI 029 e HEI 013 mostraram potencial para cultivos orgânicos.


Híbrido San Vito   Híbrido experimental

Cultivar Tospodoro   Cultivar Nemadoro

Tomate tutorado em cultivo orgânico   Tomate rasteiro em cultivo orgânico

Fotos: Acervo Embrapa Hortaliças

Tecnologias:

 Expandir/contrair tabela Adubação Verde

Adubação Verde

Flávia A. de Alcântara Dra. em Ciência do Solo
Pesquisadora - Embrapa Hortaliças

Adubação Verde é uma prática agrícola que consiste na utilização de determinadas espécies de plantas em sistema de rotação, sucessão ou consórcio com a cultura de interesse econômico. Estas plantas são geralmente chamadas de adubos verdes. No entanto, os termos plantas condicionadoras e plantas recicladoras também são muito utilizados para designá-las. Isto ocorre porque, ao adicionarem matéria orgânica ao solo, os adubos verdes atuam como condicionadores. Ao mesmo tempo, por apresentarem um sistema radicular profundo e ramificado, capaz de explorar camadas sub-supeficiais do solo, promovem a reciclagem dos nutrientes.

Os resíduos dos adubos verdes podem tanto ser deixados sobre a superfície do solo, quanto incorporados ao mesmo. A escolha da forma de manejo dependerá dos objetivos que se deseja alcançar com a adoção da prática. No primeiro caso, visa-se principalmente a cobertura e a proteção do solo; enquanto no segundo, o foco principal é a melhoria da fertilidade do solo.

Nos dois casos, a adição da matéria orgânica proveniente da decomposição dos resíduos dos adubos verdes, promove a melhoria das condições químicas, físicas e biológicas do solo. São essas condições que garantem a qualidade do solo, ou seja, sua capacidade de propiciar o desenvolvimento das culturas e se manter produtivo ao longo do tempo.

No que diz respeito aos aspectos químicos, a adição de matéria orgânica pode aumentar a disponibilidade de nutrientes, devido ao aumento da capacidade de troca de cátions (CTC) efetiva do solo; e pode reduzir os teores de alumínio trocável, pela complexação deste elemento. Além disso, após a decomposição/mineralização dos resíduos dos adubos verdes, nutrientes antes indisponíveis para as culturas de raízes pouco profundas (hortaliças, por exemplo) são adicionados à camada arável. Outro importante efeito é que a utilização de leguminosas como adubo verde apresenta a vantagem de adicionar consideráveis quantidades de nitrogênio ao solo, devido a fixação biológica de nitrogênio (FBN).

Em relação às condiçôes físicas do solo, pode-se destacar o efeito protetor da cobertura vegetal, que impede o impacto direto das gotas de chuva sobre o solo e diminui os riscos de erosão, bem como o aumento da taxa de infiltração de água. Simultaneamente, a matéria orgânica adicionada pelos adubos verdes contribui para a redução da densidade aparente do solo, para a agregação de suas partículas (ação cimentante) e para a melhoria da aeração e da drenagem (formação de macro e microporos).

Quanto aos aspectos biológicos, com o uso da adubação verde cria-se um ambiente mais favorável para os microorganismos do solo, responsáveis diretos pela decomposição e mineralização da matéria orgânica.

Da maneira como cultivamos o solo nas últimas décadas, terminamos por contribuir grandemente para sua degradação. Felizmente, a necessidade de se manejar o solo de forma sustentável, ou seja, de forma a mantê-lo produtivo ao longo do tempo, se tornou um consenso nos dias de hoje. A adição de matéria orgânica é uma das alternativas mais eficazes para a recuperação/melhoria da qualidade do solo e, consequentemente, de sua capacidade produtiva. É por este motivo que a prática da adubação verde tem ganho cada vez mais destaque na agricultura. Tais práticas podem contribuir grandemente para o uso sustentável do solo. No entanto, é preciso que sejam sempre aliadas a outras práticas conservacionistas, como o plantio em curva de nível em áreas declivosas. Além disso, é importante monitorar a fertilidade do solo por meio de análises químicas periódicas. A Embrapa Hortaliças apresenta na seção de Publicações um folder sobre como amostrar corretamente o solo para análises químicas.

As sementes de adubos verdes podem ter custo limitante para alguns produtores. No entanto, é importante saber que é possível produzi-las na própria propriedade, ou seja, após a primeira aquisição, o produtor pode se tornar independente de novas aquisições no mercado. A qualidade das sementes produzidas na propriedade pode não ser a mesma apresentada pelas sementes produzidas no mercado, mas isto não chega a ser um fator limitante para seu uso.

Deixar a área ocupada durante alguns meses com uma cultura que não produzirá renda imediata é, à primeira vista, uma desvantagem, principalmente para os pequenos produtores. No entanto, os benefícios trazidos para o solo e, consequentemente, para as culturas, compensam a médio e longo prazo. Uma boa alternativa para esses casos é a utilização dos adubos verdes em consórcio com a cultura principal. No caso do consórcio com hortaliças, ainda há uma certa carência de informações sobre a melhor época de plantio do adubo verde, bem como sobre o melhor espaçamento a ser adotado para que não haja competição por água e luz. Mas a pesquisa vem trabalhando para esclarecer esses aspectos.

Para aqueles que não têm pressa em utilizar a área, pode-se plantar as espécies de adubo verde no verão ou no inverno, cobrindo o solo por um período de 4 a 6 meses, seguidas pela cultura de interesse econômico. No verão, as principais espécies de adubos verdes utilizadas são: mucuna preta (Mucuna aterrima), crotalária juncea (Crotalaria juncea), crotalária ocroleuca (Crotalaria ocroleuca), crotalária spectabilis (Crotalaria spectabilis), crotalária paulina (Crotalaria paulina), feijão-de-porco (Canavalia ensiformis), guandu (Cajanus cajan), girassol (Helianthus annus), milheto (Pennisetum glaucum) e sorgo forrageiro (Sorghum bicolor); enquanto no inverno, são: aveia preta (Avena strigosa Scheb), nabo forrageiro (Raphanus sativus), ervilhaca (Vicia sativa) e ervilha forrageira (Pisus arvense).

As espécies de adubos verdes podem ser usadas isoladamente ou em conjunto (coquetel). O coquetel de adubos verdes é a mistura de espécies de diferentes famílias, que possuam diferentes hábitos de crescimento (arquitetura da parte aérea) e ocupem diferentes estratos do solo (desenvolvimento do sistema radicular). A Embrapa Hortaliças elaborou um folder com informações sobre um coquetel indicado para plantio em pré-cultivos de hortaliças, que pode ser consultado na seção de Publicações.


Adubação Verde

Adubação Verde

Adubação Verde

Fotos: Acervo Embrapa Hortaliças

 Expandir/contrair tabela Cobertura Viva

Cultivo de hortaliças sobre coberturas vivas

Francisco Vilela Resende Dr. em Fitotecnia
Pesquisador - Embrapa Hortaliças

O uso de coberturas viva formadas por gramíneas ou leguminosas pode-se tornar uma prática agrícola importante para o cultivo de hortaliças em sistema orgânico, pois permite produção de biomassa associada à adubação verde no próprio local de plantio, protege o solo de chuvas intensas e impacto de irrigação evitando a erosão favorece a reciclagem de nutrientes e estimula os efeitos benéficos trazidos pelos organismos edáficos.

As Embrapas Hortaliças e Agrobiologia desenvolvem um projeto em parceria visando estabelecer níveis de adubação orgânica e formas de manejo para hortaliças cultivadas sobre coberturas vivas de amendoim forrageiro(Arachis pintoi) e grama batatais (Paspalum notatum) visando aumentar a eficiência de uso desta prática nas condições do cerrado. Alguns testes com alface, tomate, repolho e feijão vagem já foram realizados utilizando como adubação composto orgânico e compostos de farelos, tipo bokashi. Para alface foram encontrados resultados para o plantio tradicional (18,00 t.ha-1) com o melhor desempenho seguido pelo amendoim forrageiro (12,10 t.ha-1) e a grama batatais com pior desempenho (1,55 t.ha-1 ) com resposta linear positiva à adubação com composto orgânico. Para o tomate, por outro lado, o melhor resultado foi obtido com amendoim forrageiro (81,61 t.ha-1 ), seguido pelo plantio tradicional (54,25 t.ha-1) e por último a grama batatais (23,92 t.ha-1) e 25 t.ha-1 é a dose de bokashi recomendada para o cultivo desta espécie sobre coberturas vivas.


Cultivo de hortaliças sobre coberturas vivas   Cultivo de hortaliças sobre coberturas vivas

Cultivo de hortaliças sobre coberturas vivas   Cultivo de hortaliças sobre coberturas vivas

Fotos: Jaderson Lacerda de Lima

 Expandir/contrair tabela Consórcio de Hortaliças

Consórcio de hortaliças e plantas de uso múltiplo sob sistema orgânico para a agricultura familiar

Flávia Aparecida de Alcântara
Dra. em Ciência do Solo
Pesquisadora - Embrapa Hortaliças

O estudo sobre a viabilidade da adoção de plantas de uso múltiplo sob sistema orgânico por horticultores familiares foi conduzido pelo estudante Felipe dos Santos Monteles, como trabalho de conclusão do curso de Agronomia, sob orientação da Pesquisadora Flávia A. de Alcântara, da Embrapa Hortaliças. O trabalho é uma das atividades componentes do Projeto "Transição para a produção agroecológica de hortaliças na Comunidade Rural de Pontezinha (CORPO), em Goiás", executado pela Embrapa Hortaliças e financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O experimento conduzido na Embrapa Hortaliças teve como objetivo avaliar, sob cultivo orgânico, os efeitos do consórcio de jiló e feijão-caupi sobre a produtividade de jiló e a fertilidade do solo. Os resultados serão apresentados no próximo Congresso Brasileiro de Olericultura e o trabalho completo será publicado em breve como Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento. A defesa da monografia está prevista para o final de 2008.


Vista geral do experimento de consórcio jiló-caupi sob sistema orgânico.

jiló-caupi   jiló-caupi

Fotos: Flávia A. Alcântara

 Expandir/contrair tabela Cultivo Orgãnico do Café

Implantação da lavoura de café orgânico

Ronessa Bartolomeu de Souza
Dra. em Solos e Nutrição de Plantas
Pesquisadora - Embrapa Hortaliças
Pesquisadora - Embrapa Hortaliças
Flávia Maria Vieira Teixeira Clemente
Mestre em Fitotecnia

A Embrapa Hortaliças por meio do CDTOrg vem desenvolvendo um trabalho sobre Implantação da lavoura de café orgânico sombreado e a pleno sol. O experimento consta da avaliação do desempenho de quatro cultivares de café arábica, Sacramento, Araponga, Paraíso e Catiguá no sistema orgânico, sob duas condições de luminosidade. Nos dois primeiros anos estão sendo avaliadas duas espécies de adubo verde (Crotalaria juncea e Guandu anão), cultivadas nas entrelinhas do cafeeiro. A partir do 2° ano será averiguado a viabilidade do plantio de pimentão e outras hortaliças em consorcio com o cafeeiro, em esquema de rotação com o adubo verde.


Implantação da lavoura de café orgânico   Implantação da lavoura de café orgânico

Implantação da lavoura de café orgânico   Implantação da lavoura de café orgânico

Fotos: Acervo Embrapa Hortaliças

 Expandir/contrair tabela Manejo de Doenças

Solarização e técnicas de manejo de doenças em sistemas orgânicos de produção

Mírian Josefina Baptista
Dra. em Fitopatologia
Pesquisadora - Embrapa Hortaliças

Na área de pesquisa e produção orgânica da Embrapa Hortaliças estão sendo realizados estudos, com apoio de Centro de Desenvolvimento Tecnológica da Agricultura Orgânica (CDTOrg-DF), para se avaliar a eficiência de medidas para o controle de doenças de plantas no sistema orgânico de produção. Estão sendo avaliados o uso de produtos para o controle de doenças foliares, principalmente na cultura do tomate. Dentre as medidas de controle de doenças radiculares esta sendo avaliada a incorporação de resíduos orgânicos ao solo, no processo de biofumigação e a solarização do solo. Os ensaios vêm sendo feitos em experimentos instalados no campo e também em casa de vegetação. Estudos preliminares em casa de vegetação mostraram que extratos diluídos de primavera (Bougainvillea spectabilis), neem (Azadirachta indica) e biofertilizante foram eficientes no controle alternativo da pinta preta do tomateiro. Os estudos sobre biofumigação e solarização do solo em sistemas orgânicos de produção estão em andamento e resultados conclusivos ainda não foram obtidos.


Manejo de Doenças

Manejo de Doenças   Manejo de Doenças

Avaliação de tecnologias para controle e manejo de doenças em sistemas orgânicos de produção de hortaliças

Fotos: Mírian Josefina Baptista

 Expandir/contrair tabela Manejo de Pragas

Consórcio de hortaliças x plantas aromáticas visando manejo de insetos pragas

Maria Alice Medeiros
Dra. em Entomologia
Pesquisadora - Embrapa Hortaliças

A diversificação ambiental promovida pelas espécies vegetais em agroecossistemas favorecem a estruturação de comunidades de insetos mais ricas e diversificadas que controlam a dinâmica populacional de espécies herbívoras. Dentro da abordagem agroecológica, a diversificação ambiental é um dos componentes que podem ser manejados para suprimir as populações de insetos pragas. O consórcio tomate-coentro, associado às práticas agrícolas menos perturbadoras, podem maximizar as vantagens agronômicas de uso da terra e ao mesmo tempo favorecer os inimigos naturais que afetam a flutuação populacional da traça-do-tomateiro. Como resultado, obteve-se que os tratamentos de tomate-coentro em sistema orgânico apresentaram menores densidades populacionais de ovos e lagartas, bem como maior diversidade e abundância de inimigos naturais quando plantados antes do tomateiro. A abundância de outros herbívoros foi maior nos tratamentos orgânicos, demonstrando que o uso freqüente de inseticidas elimina herbívoros em geral, selecionando a praga-chave da cultura, traça-do-tomateiro.


Manejo de Pragas

Manejo de Pragas

Fotos: Acervo Embrapa Hortaliças

 Expandir/contrair tabela Plantio Direto

Produção de hortaliças em sistema de plantio direto

Nuno Rodrigo Madeira
Dr. em Fitotecnia
Pesquisador - Embrapa Hortaliças

O sistema de plantio direto é baseado na rotação de culturas, revolvimento mínimo e cobertura do solo. Contribui para a presevação das características físicas, químicas e biológicas do solo, redução dos processos erosivos, incremento da biota e da matéria orgânica do solo e diminuição da necessidade de irrigação pela maior eficiência de uso da água devido à menor evaporação pela proteção que a palhada confere. Entretanto, adaptações para o manejo orgânico devem ser implementadas, de modo a viabilizá-lo, em especial com relação à convivência com as plantas espontâneas e com a aplicação de nutrientes. A Embrapa Hortaliças vem trabalhando na adaptação de tecnologias para o cultivo de algumas hortaliças, em especial brássicas e solanáceas, em sistema de plantio direto, com foco no manejo de plantas de cobertura e nutrientes.


Plantio Direto

Cultivo de brócolos na área experimental de produção de hortaliças sob manejo orgânico

Plantio Direto

Cultivo de tomate rasteiro na área experimental de produção de hortaliças sob manejo orgânico

Fotos: Acervo Embrapa Hortaliças

 Expandir/contrair tabela Produção Orgânica de Sementes

Produção orgânica de sements de hortaliças

Warley Marcos Nascimento
Dr. em Fisologia de Sementes
Pesquisador - Embrapa Hortaliças

A olericultura orgânica enfrenta alguns problemas como a pouca oferta de sementes produzidas neste sistema para atender ao processo de certificação em toda a cadeia. Assim, um dos desafios para o desenvolvimento da cadeia de produção orgânica de hortaliças será a capacidade de produzir sementes comerciais de diversas espécies em quantidade e com qualidade para atender a demanda crescente por parte dos produtores. A produção de sementes orgânicas exigirá o desenvolvimento de tecnologia adaptada às condições de nosso país. A Embrapa Hortaliças vem trabalhando no desenvolvimento de tecnologia própria para a produção de sementes, tanto na adoção de métodos orgânicos de manejo dos cultivos para sementes, como em tecnologia ecologicamente aceitável para o tratamento de sementes.


Produção Orgânica

Área experimental de produção de sementes orgânicas de hortaliças

Produção Orgânica

Ensaios de tratamentos alternativos de raízes de cenoura para a produção de sementes

Produção Orgânica

Ensaios de tratamentos alternativos para o tratamento de sementes orgânicas

Fotos: Warley Marcos Nascimento

 Expandir/contrair tabela Qualidade do Solo

Qualidade do solo sob sistema orgânico de cultivo

Flávia Aparecida de Alcântara
Dra. em Ciência do Solo
Pesquisadora - Embrapa Hortaliças

O trabalho “Avaliação da Qualidade do Solo sob sistema orgânico de cultivo foi conduzido pelo estudante de mestrado da FAV/UnB, Marcos Leandro Matias Morris, sob a orientação do Prof. Wenceslau J. Goedert e co-orientação da Pesquisadora Flávia A. de Alcântara e do Prof. Carlos Oliveira. O objetivo do trabalho foi avaliar a qualidade do solo em quatro áreas sob sistema orgânico de cultivo, localizadas em propriedade comercial, por diferentes tempos de uso: 1, 4, 7 e 10 anos. Para cada área foram avaliados os seguintes indicadores de qualidade do solo, em duas profundidades: densidade do solo, porosidade total, estabilidade dos agregados, teor de matéria orgânica, capacidade de troca catiônica, carbono total da massa microbiana, respiração basal e quociente metabólico. Tomando-se como referência os dados obtidos para três destes indicadores (porosidade, matéria orgânica e quociente metabólico) foi elaborado um diagrama comparativo e calculado um índice de qualidade do solo para cada área avaliada. A dissertação de mestrado foi defendida em dezembro de 2007; os resultados foram submetidos a uma revista científica e, assim que publicados, estarão disponíveis como link para a revista nesta página.


Qualidade do Solo    Qualidade do Solo

Fotos: Marcos Matias Morris

 Expandir/contrair tabela Qualidade Pós-colheita

Qualidade pós-colheita de hortaliças orgânicas

Neide Botrel
Dra. em Pós-colheita
Pesquisadora - Embrapa Hortaliças

Como o sistema de produção orgânico de hortaliças utiliza diferentes práticas de cultivo, tem-se avaliado a qualidade pós-colheita dos produtos associando-se as diferentes praticas de cultivo. Dentre os resultados obtidos, algumas cultivares de pimentão apresentaram promissoras, a cultivar Marconi que apresentou os maiores frutos e também se destacou quanto a coloração verde mais intenso, juntamente com as cultivares Italiano; Agro Sul Gigante e Margareth. A Italiano também apresentou um maior diâmetro e uma maior firmeza dos frutos. Já a Marconi, Fry King, PCR, 1-16, Agro Sul Gigante, Lito sobressaíram-se com maior intensidade da coloração amarela. A Casca Dura Gigante e Margareth apresentaram maiores teores de sólidos solúveis. Quanto ao formato dos frutos, houve predominância do cônico. De um modo geral, todas as cultivares produziram frutos com boa qualidade em sistema orgânico de produção, e que poderão atender a diferentes mercados e preferências de consumidores. A abobrinha Italiana cultivada em diferentes níveis de adubo orgânico, denominado "bokashi, acondicionando- os em bandejas de isopor, envolvidos com película de PVC esticável, com espessura de 10 micras após 17 dias de armazenamento em câmara fria a 10 ≠ 2 o C e umidade relativa 80% ≠ 5, tiveram perda média de massa variando de 1,92 a 3,00%, nos tratamentos 0 e 480 g de "bokashi". Observou-se que os frutos avaliados no dia da colheita diferiram significativamente em relação aos sólidos solúveis totais e coloração verde, sendo que quanto maior a dose de "bokashi" usado, maiores foram os valores médios observados. Quanto a cenoura, vários trabalhos estão sendo desenvolvidos, mostrando-se bastante satisfatória a qualidade das raízes.


Avaliação da qualidade e conservação pós-colheita de hortaliças orgânicas

Qualidade Pós-colheita    Qualidade Pós-colheita   

Qualidade Pós-colheita

Fotos: Neide Botrel

Produtos:

 Expandir/contrair tabela Composto de Farelos

Composto de Farelos

Ronessa Bartolomeu de Souza
Dra. em Solos e Nutrição de Plantas
Pesquisadora - Embrapa Hortaliças
Tereza Cristina O. Saminez
Mestre em Fertilidade do Solo
Analista - Embrapa Hortaliças

O composto de farelos ou "bokashi" é um adubo sólido constituído de uma mistura de resíduos agroindustriais diversos como farinha de ossos, farelos de cereais e de oleaginosas que passam por uma fermentação aeróbica ou anaeróbica. A composição química do bokashi vai depender da matéria prima utilizada. Em virtude do uso de resíduos agroindustriais, apresenta custo relativamente alto quando comparado ao composto orgânico. Carecem de menor tempo de compostagem, em torno de 15 dias, e em geral são mais ricos em nutrientes. Algumas formulações contêm terra de barranco como o Composto Bioativo sólido e o Bokashi solo. O produtor pode elaborar sua receita de acordo com os materiais disponíveis em sua região e de acordo com a sua experiência. O bokashi pronto apresenta um cheiro agradável de matéria orgânica fermentada. Em trabalho desenvolvido na Embrapa Hortaliças de avaliação técnica e econômica de fontes de matéria orgânica na rotação de culturas alface-cenoura-adubo verde, o composto de farelos anaeróbico apresentou bom desempenho para o cultivo da cenoura, especialmente no segundo ciclo de rotação. Duas formulações que têm apresentado bons resultados para o cultivo de hortaliças orgânicas é o Composto de Farelos Anaeróbico e o Composto Bioativo Sólido as quais podem ser consultadas em Folder na seção Publicações.


Composto de farelos

Composto de farelos

Fotos: Acervo Embrapa Hortaliças

 Expandir/contrair tabela Biofertilizantes

Biofertilizantes

Ronessa Bartolomeu de Souza
Dra. em Solos e Nutrição de Plantas
Pesquisadora - Embrapa Hortaliças
Francisco Vilela Resende
Dr. em Fitotecnia
Pesquisador - Embrapa Hortaliças

Biofertilizante é um adubo líquido resultante da fermentação de estercos, adicionado ou não de outros resíduos orgânicos e nutrientes, em água. O processo de fermentação pode ser aeróbio (na presença de ar) ou anaeróbio (na ausência de ar). Podem ser aplicados via foliar, diluídos em água na proporção de 2 a 5%, ou no solo via gotejamento. Não há uma fórmula padrão para produção de biofertilizante. Entre esses, destacam-se o biofertilizante líquido (Vairo), e o Supermagro e o AgroBio em que são utilizados adubos minerais (fontes de micronutrientes) e outros materiais como leite de vaca, melaço, cinzas, farelos e urina animal para enriquecimento do mesmo. Novamente aqui é importante enfatizar a capacidade criativa do produtor que pode mudar a composição do biofertilizante de acordo com os materiais disponíveis e sua experiência com a cultura. Utilizando a matéria prima do composto de farelos é possível elaborar um biofertilizante também chamado de "Bokashi líquído" que vem apresentando bons resultados na produção de mudas e no cultivo de hortaliças. Sua composição pode ser consultada em Folder na Seção Publicações. A Embrapa Hortaliças está desenvolvendo um projeto de pesquisa para avaliar biofertilizantes aplicados via gotejamento no cultivo protegido do pimentão e da alface.


Biofertilizantes

Biofertilizantes

Fotos: Acervo Embrapa Hortaliças

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Ronessa Bartolomeu de Souza
Dra. em Solos e Nutrição de Plantas
Pesquisadora - Embrapa Hortaliças
Tereza Cristina O. Saminez
Mestre em Fertilidade do Solo
Analista - Embrapa Hortaliças

O composto orgânico é um adubo de uso rotineiro nas propriedades orgânicas, especialmente nas de pequeno porte. Apresenta-se como excelente forma de aproveitamento dos restos vegetais e animais oriundos da atividade agropecuária. Pode ser elaborado apenas com resíduos vegetais ou em mistura com resíduos animais. Entretanto, para obtenção de um composto de qualidade, é necessário combinar resíduos ricos em carbono, como os capins, com outros materiais ricos em nitrogênio, como palhada de feijão ou estercos animais. A Embrapa Hortaliças vem desenvolvendo projetos de pesquisa para avaliação de compostos orgânicos. Em ensaio de avaliação de fontes de matéria orgânica (esterco bovino curtido, composto de farelos, composto orgânico, matéria prima do composto e coquetel de adubos verdes) na rotação de culturas alface x cenoura x adubo verde o composto orgânico apresentou excelente desempenho. Essa formulação, adequada ao cultivo de hortaliças orgânicas, denominada Composto Orgânico Embrapa Hortaliças, pode ser obtida em Folder na Seção Publicações.

Atualmente, por meio do CDTOrg e em parceria com o Produtor e a EMATER-DF, a Embrapa Hortaliças está desenvolvendo um trabalho para avaliar a eficiência de um processo de compostagem automatizado. Nesse processo não há necessidade de revolvimento da pilha de compostagem, pois a temperatura adequada à fermentação é obtida por meio da injeção de ar comprimido e água em nebulização. O monitoramento da temperatura é realizado por meio de sensores colocados em diferentes pontos da pilha e ligados a um computador que em rede possibilita o acompanhamento remoto. As principais vantagens desse novo processo é a redução do tempo de compostagem e de custos (menor mão de obra), possibilitando a produção de composto orgânico em grande escala. Além do composto base, nesse trabalho também estão sendo avaliados dois tipos de enriquecimento, em fósforo e em potássio, visando atender às diferentes fases de desenvolvimento da cultura e a um maior número de espécies.


Composto Orgânico

Composto Orgânico

Composto Orgânico

Fotos: Acervo Embrapa Hortaliças

 Expandir/contrair tabela Estudo de Mercado

Estudo do mercado e perfil dos consumidores de produtos orgânicos

Edson Guiducci Filho
Ms. em Sociologia Rural
Pesquisador - Embrapa Hortaliças
Nirlene Junqueira Vilela
Ms. em Economia Rural
Pesquisadora - Embrapa Hortaliças
Vicente Eduardo Almeida
Ms. em Impactos Ambientais
Pesquisadora - Embrapa Hortaliças

As ações de pesquisa desta área proposta tem dois objetivos principais: a) Identificar e descrever a estrutura do mercado de orgânicos, especificamente, os principais agentes econômicos, o tamanho deste mercado, os equipamentos de comercialização, a relações e a dinâmica entre os agentes, além dos principais gargalos e, b) caracterizar o perfil sócio-econômico dos consumidores de orgânicos. As ações deste projeto tem como base as condições mercadológicas do Distrito Federal e apoio do CDTOrg-DF. Para a consecução destes objetivos estão sendo trabalhados dados primários e secundários, obtidos por meio de entrevistas e análises de estudos já desenvolvidos. Espera-se que cruzamento destas informações contribua para o aprimoramento das práticas produtivas e das estratégias de comercialização dos produtos orgânicos no Brasil.


Estudo de Mercado   Estudo de Mercado

Estudo de Mercado

Fotos: Jorge Ricardo A. Gonçalves

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Substratos orgânicos para produção de mudas de hortaliças

Ronessa Bartolomeu de Souza
Dra. em Solos e Nutrição de Plantas
Pesquisadora - Embrapa Hortaliças
Mariane Carvalho Vidal
Mestre em Fisiologia da Produção
Pesquisadora - Embrapa Hortaliças

A qualidade da muda é importante para o bom desenvolvimento da cultura. Atualmente existem poucos substratos para uso em agricultura orgânica disponíveis no mercado, os quais além de caros têm se mostrado bastante desuniformes, de forma que nem sempre é possível a obtenção de boas mudas. A Embrapa Hortaliças vem desenvolvendo um projeto de pesquisa visando a reutilização da casca do coco verde como substrato para produção de mudas. Além do grande benefício ambiental, a tecnologia de produção de substrato da Embrapa Hortaliças é simples, de baixo custo, adequada à propriedade familiar e permite obter mudas de boa qualidade. Alguns testes mostraram que o substrato constituído de 50% de fibra de coco verde compostada com cama de aviário (proporção 3:1 em volume), 40% de areia lavada ou vermiculita e 10% de humus de minhoca ou 5% de humus de minhoca mais 5% de composto de farelos é adequado para produção de mudas de tomate, conforme consta em Folder na Seção Publicações. Para o pimentão, o substrato elaborado por 50% da seguinte mistura compostada (fibra de coco verde mais cama de aviário (proporção 3:1 em volume) mais 50 g/L de rocha moída), 40% de vermiculita, 5% de humus de minhoca e 5% de composto de farelos (bokashi) foi muito superior ao substrato comercial produzindo mudas de alto vigor e qualidade.


Substrato

Substrato

Substrato

Substrato

Fotos: Acervo Embrapa Hortaliças