PEPINO GUAÍRA E COLÔNIA
Novos Híbridos para Conserva



Introdução


Origem


Características


Recomendações técnicas


Disponibilidade de Sementes


Equipe

 

 

 

INTRODUÇÃO

Os dois novos híbridos F1 de pepino 'Guaíra' e 'Colônia' foram desenvolvidos pela Embrapa Hortaliças, para cultivo nos Estados do Paraná e Santa Catarina, nas regiões onde tradicionalmente se cultiva o pepino para conserva.
Nos ensaios realizados em Brasília-DF, e Marechal Cândido Rondon-PR, estas novas cultivares produziram, em média, de 12 a 18% a mais que o melhor híbrido comercial. A qualidade industrial destes híbridos, avaliada em testes preliminares por duas conceituadas empresas processadoras, foi considerada excelente


ORIGEM

'Guaíra' e 'Colônia' são híbridos ginóicos, de crescimento indeterminado, que têm como progenitores linhagens derivadas do material genético introduzido dos EUA pela Embrapa Hortaliças.


CARACTERÍSTICAS

Sob condições adequadas de clima e solo, a germinação destes híbridos é rápida (7 a 10 dias) e o crescimento inicial é vigoroso. As plantas são robustas, de crescimento indeterminado e apresentam boa resistência ao míldio e à antracnose.
'Guaíra', inicia o florescimento entre 32 e 34 dias após a emergência das plântulas, e a primeira colheita ocorre entre 4 e 6 dias após a abertura das flores. Os frutos possuem espinhos brancos, coloração verde-escura brilhante, mais intensa na região próxima ao pedúnculo, tendo uma relação comprimento/diâmetro de 3,03 ± 0,05.
'Colônia', inicia o florescimento entre 30 e 32 dias após a emergência das plântulas, e a primeira colheita ocorre entre 4-6 dias após a abertura das flores. Os frutos possuem espinhos brancos, coloração verde-escura, porém menos intensa que a de 'Guaíra', tendo uma relação comprimento/diâmetro de 2,82 ± 0,04.
No ponto ideal para consumo, os frutos destes híbridos devem ter de 7 a 10 cm de comprimento, apresentando formado cilíndrico, bem reto, aspecto uniforme, secção trilocular, sem defeitos internos ou externos, e com excelente aspecto comercial.
O caráter genóico confere a estes híbridos uma alta concentração de flores femininas nas ramas. Esta característica é responsável pela alta precocidade e produtividade destes materiais.
Devido a isto, há necessidade de misturar à semente híbrida uma pequena quantidade (10%) de semente de linhagem monóica polinizadora, para garantir o pegamento de frutos na lavoura
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RECOMENDAÇÕES TÉCNICAS

Preparo do solo, adubação e semeadura:

Nos Estados do Paraná e Santa Catarina recomenda-se a semeadura nos meses de outubro a fevereiro. Semeaduras tardias, de outono, expõem as plantas ao frio e á umidade, aumentando a probabilidade de insucesso da cultura.
Para fornecimento às indústrias de conservas, o cultivo é conduzido no sistema rasteiro. O solo é preparado com uma aração e duas gradagens, e sulcado com 1 m entre sulcos. Após a distribuição de esterco e do adubo químico, a incorporação é feita por nova sulcagem no mesmo espaçamento. A localização das covas dependerá do método de irrigação a ser empregado: se for usada aspersão, as covas serão abertas no topo dos camalhões; se infiltração, as covas serão abertas lateralmente aos camalhões. O espaçamento entre covas, dentro das fileiras, deve ser de 30 cm; assim tem-se, aproximadamente, 33.000 ou 66.000 plantas por hectare, se forem deixadas, respectivamente, uma ou duas plantas por cova.
Recomenda-se fazer adubação baseada na análise de solo. As amostras devem ser retiradas com antecedência de três a quatro meses, para permitir uma indicação em bases técnicas e econômicas. Caso não seja possível a análise, sugere-se a aplicação de 1 t/ha da fórmula 4-30-16, no sulco de plantio, juntamente com um máximo de 30 t/ha de esterco curtido de gado, ou 10 t/ha de esterco de aves. Duas ou mais adubações em cobertura, com 60 kg/ha de N cada vez, devem ser feitas de acordo com o desenvolvimento das plantas. A primeira cobertura deve ser feita logo que a haste principal atingir o solo, e a segunda no início da formação do primeiro fruto.
A semeadura é feita diretamente no solo, colocando-se 3 a 4 sementes por cova. Havendo risco de geadas tardias na primavera, recomenda-se a semeadura em copinhos de papel-jornal, de 10 x 6 cm, sob cobertura plástica, seguindo-se o plantio de mudas em local definitivo.

Tratos culturais:

Logo após a semeadura, irrigações leves e freqüêntes devem ser feitas até a emergência completa das plântulas. Durante a condução da cultura, podem-se fazer duas irrigações por semana, aplicando de 15 a 20 mm de água cada vez.
O desbaste deve ser feito quando as plantas estiverem com 2 a 3 folhas definitivas. Em condições normais de temperatura, isto ocorre duas semanas após a emergência; deve-se deixar duas plantas por cova, para a obtenção de alta produtividade.
As capinas devem ser efetuadas de modo sistemático, para evitar a competição das plantas daninhas por água, luz e nutrientes, com a cultura.

Controle de pragas:

Devido ao curto ciclo dos dois híbridos, tanto as pragas iniciais (lagarta-rosca, vaquinha e pulgão) como as finais (vaquinha e broca-dos-frutos) devem ser combatidas com inseticidas de baixa toxicidade, como os do grupo dos piretroides sintéticos. As doses e períodos de carência deve ser rigorosamente observados, sendo condenável a aplicação de inseticidas granulados sistêmicos no sulco de plantio. Na época da floração, pulverizar preferencialmente à tarde, para não prejudicar o trabalho de polinização das abelhas. O bom preparo do solo, uso de boa semente, semeadura na época certa, a rotação de culturas e outras práticas culturais podem reduzir, parcialmente, o uso de defensivos.

Controle de doenças:

Estes novos híbridos resistem bem a doenças, como o míldio e a antracnose. Entretanto, às vezes são necessárias aplicações de fungicidas à base de Mancozeb, Maneb-zinco, Captafol, Captan e outros. Dosagens recomendadas e períodos de carência devem ser rigorosamente observados.

Colheita e produtividade:

'Guaíra' e 'Colônia' permitem colheitas já a partir de 36 dias após a emergência das plantas. Devido à alta produtividade, as colheitas devem ser diárias, de preferência à tardinha, com as plantas secas.
Nas condições de clima e solo para as quais foram criados, os híbridos 'Guaíra' e 'Colônia' produziram, em parcelas experimentais, até 1 milhão de frutos por hectare


DISPONIBILIDADE DE SEMENTES

A Embrapa Hortaliças, multiplicará, inicialmente, sementes genéticas e básicas das linhagens parentais de ambos os híbridos. Quantidades limitadas de semente híbrida serão fornecidas aos interessados mediante solicitação à:
Embrapa Hortaliças
Caixa Postal 218
Telefone: (61) 385.9000
Fax.: (61) 556.5744
CEP: 70359-970 - Brasília - DF
e-mail: sac@cnph.embrapa.br
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Equipe Técnica

Paulo Tarcísio Della Vecchia - Engº Agrº, Ph.D
Leonardo de Brito Giordano - Engº Agrº, Ph.D giordano@cnph.embrapa.br
Homero B .Salazar Veiga Pessoa - Engº Agrº, M.Sc



Embrapa Hortaliças
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Centro Nacional de Pesquisa de Hortaliças
Ministério da Agricultura e do Abastecimento
BR 060 Km 09 Brasília/Anápolis - Caixa Postal 218
CEP 70359-970 Brasília, DF
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