'ANÁPOLIS - 796' e 'ANÁPOLIS - 798'
Novos Híbridos de Pepino do Tipo Caipira




Introdução


Origem


Características


Recomendações técnicas


Disponibilidade de Sementes


Equipe

 

 

 

INTRODUÇÃO

Os novos híbridos de pepino do tipo Caipira, foram criados através de um programa de pesquisa conjunto da Estação Experimental de Anápolis, da EMGOPA, e da Embrapa Hortaliças. Em experimentos conduzidos em Anápolis, em cultura rasteira, estas variedades híbridas destacaram-se em relação às linhagens experimentais progenitoras, bem como em relação a outros híbridos obtidos. Foram superiores em precocidade e em produtividade, e seus frutos tiveram boa aceitação nos mercados de Anápolis e de Brasília


ORIGEM

São resultantes de um trabalho de melhoramento em pepino do tipo Caipira, visando á criação de novas variedades melhoradas, iniciado em novembro de 1975 pela EMGOPA. A partir de março de 1982, houve uma união de esforços entre a EEA-EMGOPA e Embrapa Hortaliças.
A semente híbrida é obtida pelo cruzamento de duas linhagens experimentais. A linhagem ginóica (flores femininas), CNPH-634 L, é utilizada como progenitor feminino, comum às duas novas variedades. As linhagens monóicas (flores masculinas e femininas), EEA-11 e EEA-32, servem como progenitores masculinos. Estas últimas foram selecionadas a partir de sementes coletadas junto ao produtor Domingos Galdino, na Fazenda Genipapo, município de Anápolis, em janeiro de 1976
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CARACTERÍSTICAS

Após a semeadura, a germinação é rápida e as plantinhas crescem com vigor. A planta é robusta, de crescimento indeterminado, tal como as demais variedades plantadas em Goiás, mostrando boa tolerância de campo às principais doenças.
Um ponto muito importante, que distingue as novas variedades de outras, é que as plantas obtidas apresentam numerosas flores femininas e poucas masculinas, resultando numa elevada produtividade de frutos comerciáveis. Por esta razão, entre as sementes distribuídas aos produtores, ocorrem algumas de cor diferente, que é o polinizador, para assegurar a presença de flores masculinas, possibilitando a polinização por insetos, sem a qual não haveria formação de frutos.
As colheitas iniciam-se a partir do 48º dia da semeadura. No ponto ideal para a comercialização os frutos devem apresentar 12-13 cm de comprimento e uma relação comprimento/diâmetro de 2,47 e 2,43, respectivamente, para os dois híbridos. Os pepinos são cilíndricos, bem retos, de aspecto uniforme, triloculares, sem defeitos externos ou internos, com espinhos brancos e uma coloração verde intermediária mais acentuada do que a normalmente encontrada nos pepinos do tipo Caipira. Apresentam bom aspecto comercial, superior, inclusive, ao das linhagens Caipira que serviram como progenitores masculinos.

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RECOMENDAÇÕES TÉCNICAS

Plantio

Pode-se plantar durante o ano inteiro, irrigando-se na seca. A semeadura pode ser feita diretamente nos sulcos de plantio, economizando mão-de-obra. Também pode ser feita em copinhos de papel-jornal, de 10x6 cm, como é usado para tomate, seguindo-se o plantio no local definitivo. O espaçamento, em cultura rasteira, é de 120x40 cm, entre linhas e entre plantas individualizadas, obtendo-se 20.833 plantas por hectare, se não houver falhas. Na cultura estaqueada o espaçamento pode ser de 100x40 cm. Utilizam-se sulcadores tracionados por animal ou trator. Não há nenhuma vantagem no plantio em covas.

Adubação

Dependendo da fertilidade do solo, pode-se adubar com 2 a 3 toneladas da fórmula 4-16-8, por hectare, aplicada no sulco de plantio. Pode-se fazer duas ou mais adubações complementares, em cobertura, com 300 kg de sulfato de amônio, por hectare cada uma, sendo a primeira delas feita logo que a haste principal começar a crescer sobre o solo; a segunda deve coincidir com a formação do primeiro fruto. A aplicação de 10 metros cúbicos de esterco de aves puro, por hectare, no sulco de plantio, favorece a produção e diminui a necessidade de adubações nitrogenadas.
Os dois novos híbridos adaptam-se muito bem à cultura rasteira, bem como à cultura estaqueada e podada. A cultura rasteira é mais vantajosa, economicamente. Não há prejuízos pelo fato de os frutos se desenvolverem sobre o solo, mesmo no período das águas, sendo elevada a produtividade e ótimo desempenho comercial.

Controle de Pragas

Quando ocorrem pragas, como as brocas dos frutos, fazem-se pulverizações com inseticidas de baixa toxidez para o homem e seguros para o meio ambiente, como os do grupo dos Piretróides Sintéticos (Deltametrina, Cypermetrina, Permetrina etc.). Caso o controle não seja satisfatório, pode-se pulverizar com inseticidas do grupo dos Carbamatos, como Carbaryl, Metomyl e outros. As dosagens e os períodos de carência (intervalo entre a última pulverização e a colheita) devem ser escrupulosamente observados. É condenável a aplicação de inseticidas granulados sistêmicos no sulco do plantio, visto que a colheita ocorre aos 48 dias da semeadura.

Controle de Doenças

Apesar do bom nível de tolerância às doenças, podem ser necessárias pulverizações com fungicidas à base de Mancozeb, Maneb+Zinco, Captafol, Captan e outros. Também, para tais produtos, devem ser observadas as dosagens e os períodos de carência. Note-se que não se deve pulverizar para prevenir um ataque de doenças ou praga, mas somente quando aparecem os primeiros sinais ou sintomas.

Colheita e Produtividade

Devido à grande precocidade das novas variedades e a sua elevada produtividade, as colheitas devem ser feitas diariamente, preferencialmente à tardinha, com as plantas secas. Em Anápolis, a primeira colheita tem sido feita já aos 48 dias da semeadura, efetuando-se 12 ou mais colheitas. Pelos resultados experimentais já obtidos, em solos pobres e com adubação modesta, colhem-se 170.000 pepinos comerciáveis por hectare, ou mais, em cultura rasteira
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DISPONIBILIDADE DE SEMENTES

A Estação Experimental de Anápolis (EMGOPA), bem como a Embrapa Hortaliças, manterão e multiplicarão, inicialmente, as sementes genéticas e básicas das linhagens parentais de ambos os híbridos. Posteriormente, na medida do interesse, as sementes poderão vir a ser produzidas e comercializadas por firmas idôneas.
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Equipe Técnica

Fernando Antônio Reis Filgueira, Engº Agrº, Ph.D.
Ex-Pesquisador da extinta EMGOPA
Paulo Tarcísio Della Vecchia, Engº Agrº, Ph.D.
Ex-pesquisador da Embrapa Hortaliças
Leonardo de Brito Giordano, Engº Agrº, Ph.D. - Pesquisador Embrapa Hortaliças



Embrapa Hortaliças
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Centro Nacional de Pesquisa de Hortaliças
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